PROGRAMAÇÃO
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O hipnotizador de Jacarés - RS
Dias 1º e 2 de outubro - 16h
O espetáculo de Dilmar Messias é uma homenagem aos palhaços brasileiros. A hipnotização de um jacaré é apenas um pretexto para os palhaços Serragem, Farinha e Farofa mostrarem algumas das entradas, reprises e bexigadas tradicionais de palhaços e comediantes populares. Este trabalho marca o retorno de três palhaços com uma trajetória pontilhada de êxitos. Suas primeira aparição foi no espetáculo que levou os seus nomes: Serragem, Farinha e Farofa, de 1987. Depois, eles mesmos, de forma divertida, contaram as aventuras do avião vermelho, em 1995, sobre o texto de Érico Veríssimo. Com esta montagem, se constituiram num dos maiores sucessos do teatro para infância e juventude do RS, arrebatando uma série de prêmios pelo Brasil. Agora eles estao de volta fechando a trilogia, de forma hilariante como é de seu costume.
Diretor e autor: Dilmar Messias / Elenco: Débora Rodrigues, Heinz Limaverde, Tuta Camargo e Jéferson Rachewski / Cenografia: Marco Fronkoviack e Dilmar Messias / Figurino: Daniel Lion / Iluminação: Anderson Balhero / Produção: Circo Girassol / Arte Gráfica: Frederico Messias / Duração: 60 minutos
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Mania de Explicação - Belo Horizonte
Dias 3 e 4 de outubro - 16h
Mania de Explicação é o nome do premiado livro de Adriana Falcão e também do espetáculo infanto-juvenil produzido por Wanda Sgarbi. O livro fala de uma garotinha que busca explicações para várias palavras que são apresentadas de uma forma especialmente poética e lúdica, encantando leitores de todas as idades - um texto diferente que propõe uma reflexão profunda sobre o cotidiano e que, além de provocar a reflexão, encanta adultos e crianças. A proposta de transformar esse texto em uma peça de teatro fugiu do lugar comum das produções infantis onde predominam os clássicos conto de fada. O espetáculo utilizou também outras referências artíticas permitindo um diálogo entre a linguagem do teatro de bonecos com o cinema de animação e a projeção de sombras. A dramaturgia segue a mema linha do texto original, e propõe o encontro de Isabel, a "menina filósofa", com o mundo que a cerca e a incessante buca por atender o significado das coisas e dos sentimentos. O espetáculo é destinado a um público amplo, formado por crianças, jovens e adultos de todas as classes sociais. "Mania de Explicação" hoje contabiliza a marca de 54 mil especadores, tendo se apresentado nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Santa Catarina.
Texto original: Adriana Falcão / Argumento: Luís Alberto de Abreu / Textos e letras das canções: Adélia Nicolete / Direção: Rodolfo Vaz / Coreografia: Fernanda Vianna / Direção de arte e direção geral: Wanda Sgarbi / Concepção de bonecos: Raimundo Bento / Direção de manipulação: Diana Castilho / Confeção de bonecos: Raimundo Bento, Diana Castilho, Louisa Mari e Paulo Emílio Luz / Trilha sonora: Henrique Matheus e Tiago Correa / Arranjos vocais: Carla Villar / Vozes: Linda Paulino, Glicério Rosário, Fernanda Viana, Bianca Luar, Carla Villar, Docimar Moreyra, Paulo André, Sylvia Klein, Ulisses Tavares, Júlio Maciel, Lourenço Ordones / Animação: César Maurício / Cenário e Figurinos: Wanda Sgarbi / Cenotécnico: Marcos Lustosa / Luz: Leonardo Pavanello / Manipuladores (Cia Canguru - Teatro de Bolso e Bonecos): Eliana Lopes, Bruna Garófalo, Luciano Moreira, Júlio Grossi, Tais Scaff e Tiago Almeida / Fotografia: Ana Valadares e Fernanda Nasser / Assistentes de produção: Ludimila Reis / Produção geral: Wanda Sgarbi / Duração: 45 minutos
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Opereta Pé de Pilão - RS
Dias 7 e 8 de outubro - 16h
Tudo começou há 30 anos, quando Mery Weiss convidou Cláudio Levitan para musicar o texto Pé de Pilão, de Mario Quintana. Levitan, por sua vez, chamou Nico Nicolaiewsky e Vitor Ramil que, juntos, musicaram o texto completo criando uma opereta lançada em 2006, ano do centenário de Quintana. O espetáculo, dirigido pelo igualmente talentoso Mário de Ballenti, recebeu o Prêmio Tibiquera de "melhor trilha sonora". Em cena, cinco atores-músicos contam e cantam a história do menino que virou pato e da avó enfeitiçada que perdeu seu encanto, o do nunca envelhecer. O pato, na tentativa de reencontrar a avó, é preso pelo cavalo-polícia, junto com o macaco retratista e o passarinho da máquina fotográfica. Uma aventura que envolve cobra, fada enfetiçada, meninas traquinas, a Nossa Senhora e muitas peripécias até o menino pato reencontrar sua avó enfeitiçada. Um espetáculo colorido e envolvente.
Texto: Mário Quintana / Direção: Mário de Ballentti / Direção Musical: Cláudio Levitan / Direção de arte: Maíra Coelho / Elenco: Cláudio Levitan, Ed Lannes, Ian Ramil, Pâmela Amaro e Melissa Arievo / Cenário: Patrícia Preiss / Estruturas: Luis Blazina / Figurinos: Margarida Rache, Maíra Coelho e Florencia Beber / Bonecos e adereços: Florencia Beber, Maíra Coelho e Patrícia Preiss / Maquiagem: Mário de Ballentti / Coreografia: Cristiano Carvalho / Iluminação: Bathista Freire / Trilha sonora: Cláudio Levitan, Nico Nicolaiewsky e Vitor Ramil / Crédito fotos: Clóvis Dariano e Eneida Serrano / Ilustrações: Cláudio Levitan / Duração: 50 minutos
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Bonequinha de pano - Rio de Janeiro
Dias 10 e 11 de outubro - 16h
Primeiro e único texto de Ziraldo escrito especialmente para ser encenado, Bonequinha de Pano diverte e comove crianças e adultos. A história é um presente do autor para a atriz paulista Zezé Fassina, que encarna dois personagens no espetáculo: a bonequinha Pitucha e sua dona, Leninha. Com direção de Carlos Arruda, a peça recebeu três prêmios no Maria Clara Machado 2003, conferido pelo RioArte, sendo vencedora nas categorias Melhor espetáculo, Melhor texto (Zilraldo) e melhor trilha sonora para Vital Lima e Jamil Damous. Dividida em dois atos, combina humor e emoção para narrar a trajetória da criança ao mundo adulto, com todas as suas alegrias, mas também os momentos difíceis que tem que transpor. No primeiro ato, o cenário realista de Alberto Camarero é composto por um grande baú, cadeiras e livros gigantes, objetos que dão à atriz a dimensão de uma bonequinha. Pitucha está há muitos anos esquecida no sótão da casa da vovó e relembra os momentos marcantes da vida da menina Leninha, sua dona. As brincadeiras de criança, a separação dos pais, o primeiro beijo são alguns dos acontecimentos da vida de Leninha narrados por Pitucha. Ela conta sua vida para o público desde o próprio nascimento, quando a vovó a fez, com muita palha, lã, renda, linha e algodão. No segundo ato, o cenário é o sótão da casa da vovó e todos os elementos do primeiro ato tornam-se detalhes, ganhando sua proporção normal. Em cena, Leninha, já adulta, reencontra sua antiga bonequinha e descobre, através dela, a criança que todos temos dentro de nós e que nunca deve morrer. Desde que estreou, no segundo semestre de 2002, no Teatro Ziembinski, no Rio de Janeiro, o espetáculo vem conquistando o público e a crítica especializada em suas muitas temporadas. Além dos prêmios já citados, Bonequinha de Pano havia sido indicada no prêmio Maria Clara Machado 2003, ainda nas categorias atriz (Zezé Fassina), direção (Carlos Arruda), cenário (Alberto Camarero) e iluminação (Renato Machado). Foi indicado pelo jornal O Globo e recebeu a cotação máxima da revista Veja.
Texto: Ziraldo / Direção: Carlos Arruda (Puruca) / Atriz: Zezé Fassina / Músicas: Vital Lima e Jamil Damous / Direção musical: Vital Lima / Cenário e figurinos: Alberto Camarero / Iluminação: Renato Machado / Direção de corpo: Marília Baiana / Preparação vocal: Iara Bittante / Programação visual: Ruth Marina Lima / Fotos: Débora 70 / Duração: 50 minutos
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JOÃO E MARIA - RS
Dia 28 de outubro - 10h e 16h
Duas crianças por falta de alimento são lançadas à sorte, abandonadas pelo seu pai, um lenhador. Expostas ao medo elas desbravam o desconhecido, sem saber que na densa e misteriosa floresta, alguém os aguarda, com sedutores doces e palavras suaves reveladoras do perigo. Esse texto, adaptado da clássica obra dos Irmãos Grimm, ainda hoje extremamente atual, revela o quanto através dos tempos a inocência das crianças vem sendo ofuscada pela dura violência que está além do lar e da proteção dos pais. Ao espetáculo, que utiliza as mais variadas técnicas de manipulação, como bonecos de varas, luvas francesa, marionete de fio/tringle, máscaras e silhuetas de sombra, foram incorporados aspectos contemporâneos que permeiam a vivência das crianças e a sua relação com o mundo exterior, suas descobertas e os perigos a que são postos à prova.
Direção de manipulação, roteiro de espetáculo, construção de bonecos, cenografia, adereços cênicos, concepção dos figurinos, projeto gráfico e arte final: Paulo Martins Fontes / Manipulação: Eduardo Custódio, Niltamara Gomes e Paulo Martins Fontes / Adaptação do texto: Paulo Martins Fontes e Patricia Preiss / Trilha sonora: Cristiano Hanssen e Jackson Zambelli / Produção: Eduardo Custódio / Fotos: Cristine Rochol e Myra Gonçalves / Confecção dos figurinos: Patricia Preiss e Eduardo Custódio / Realização e produção: Cia Gente Falante / Duração: 40 minutos
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A FAMÍLIA SUJO - RS
Dia 29 de outubro - 10h e 16h
Uma radiopeça para crianças, feita ao vivo, contando a história de uma família que não se esmera na limpeza. A Família Sujo, com direção de Mirna Spritzer e Raquel Grabauska e texto de Gustavo Finler, é a história de Sergio Sujo, Sula Sujo e da filha do casal, Silvia Sujo que some misteriosamente em meio à sujeira. Durante 40 minutos, três atores se utilizam de músicas e variados efeitos sonoros para levar ao público a magia deste conto. Com muito humor, Raquel Grabauska, Vika Schabbach e Gustavo Finkler interpretam o texto, executam as canções e realizam toda a sonoplastia ao vivo, tornando o espetáculo dinâmico e divertido.
Texto: Gustavo Finkler / Direção: Mirna Spritzer e Raquel Grabauska / Elenco: Raquel Grabauska, Vika Schabbach e Gustavo Finkler / Realização: Grupo Cuidado Que Mancha / Duração: 40 minutos
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TUIKE - Curitiba
Dias 31 de outubro e 1º de novembro - 16h
O espetáculo possui uma dramaturgia baseada em ações e onomatopéias. Combina ação dramática, dança, música e sons vocais, além da concepção plática primorosa. A ideia central é apresentar o amor sincero e mútuo, que existe entre avós e netos. Com cenas baseadas no cotidiano e em brincadeiras, Tuike reflete a realidade por meio de relações poéticas, saudáveis, divertidas e belas. A paisagem marinha ganha vida surreal quando os personagens Avô e menino convivem alegremente com seres que se humanizam, como o cão Marisco, as iscas ou os peixes. O trabalho é inspirado na obra Papy Pêchou do artista plástico Hubert Rublon. O grupo Obragem realizou mais de 40 apresentações gratuitas em escolas públicas da rede municipal de ensino, na periferia de Curitiba. Participou da mostra SESI/SP de teatro para crianças 2007 circulando por 11 cidades do estado de SP. Esteve ainda no Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto em 2007, participou do Circuito Caixa Cultural nas cidades de São Paulo, Brasília e Salvador neste mesmo ano e apresentou-se em dez cidades do Paraná pelo Edital de Circulação de 2008 da SEEC. Tuike já foi assistido por mais de 30.000 crianças no Brasil.
Direção e roteiro: Olga Nenevê / Intérpretes criadores: Eduardo Giacomini, Fernando de Proença, Elenize Desgeniski, Luciana Navarro, Ronie Rodrigues e Vanessa Vieira / Cenário e figurino: Eduardo Giacomini / Sonoplastia: Edith de Camargo / Operação de som: Olga Nenevê / Desenho e operação de luz: Luis Nobre / Maquiagem: Marcelino de Mirandha / Programação visual: Alessandra Nenevê / Produção: Obragem Teatro e Cia / Duração: 45 minutos
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BATE-PAPO:
Panorama do teatro infantil contemporâneo:
o processo de criação para crianças e com crianças
Local: Foyer Nobre do Theatro São Pedro - Entrada Franca
Panorama do teatro infantil contemporâneo: o processo de criação para crianças e com crianças
O projeto Fazendo Teatro aborda a criatividade, o poder da mídia e o papel dos pais e educadores no desenvolvimento das crianças, em bate-papos com quem entende do assunto
Invariavelmente os pais e educadores se vêem frente a frente com perguntas pertinentes à criação e educação das crianças, mas mesmo com uma variedade de artigos e matérias publicadas sobre o assunto nos dias de hoje, seguem buscando soluções saudáveis e criativas. Questionar e tomar atitudes se torna necessário e é nesse espírito que o projeto Fazendo Teatro - O Theatro São Pedro agora é das crianças pode contribuir, e muito.
Perguntas como: qual o papel dos pais no desenvolvimento da criatividade e da expressividade de seus filhos? Como a televisão e a indústria de consumo interferem na formação cultural das crianças? Como conduzir um processo criativo infantil sem impor o ponto de vista do professor, respeitando o universo de cada criança? É possível ensinar teatro às crianças? Qual o "teatro" que se pode ensinaràs crianças? Todas elas estão presentes no dia a dia de pais e filhos e agora serão abordadas por educadores, artistas, escritores e estudiosos em dois bate-papos que aconteceram nos dias 6 e 13 de outrubro, às 14 hs, com entrada franca.
No dia 6, terça-feira, Orlando Miranda, presidente a 21 anos da escolhinha de Arte do Brasil, integrante da diretoria do Instituto Cultural Chiquinha Gonzaga, diretor de dois atuantes teatros brasileiros - Teatro Galeria e do Teatro Princesa Isabel, com 2 livros publicados - Cronologia da Arte Educação no Brasil e Coletânea de Jornais de Arte Educação e Taís Ferreira, atriz, professora de teatro e pesquisadora pelotense, com trabalhos voltados para o teatro infantil publicações no Brasil e exterior se reuniram para essa conversa, mediada por Jeffie Lopez professor de teatro intantil no TEPA - Teatro Escola de Porto Alegre e responsável pelas aulas das oficinas para crianças, que tiveram início em agosto, também dentro do projeto.
Dia 13 de outubro de 2009 - 14hs, Antônio Carlos Bernardes, diretor e produtor; Antônio Carlos Bernardes faz parte do Conselho de Administração do Centro Brasileiro de Teatro para a infância e Juventude (CBTI) e é diretor de programas do Núcleo de Imagem e Som da UNIRIO. Trabalhou com Amir Haddad, Moacir Chaves e Gillray Coutinho. Premiado no Festival Esquetes do Rioarte em 2004 e indicado como melhor diretor por Mamãe é que Tinha Razão, de Fátima Valença. Bernardes foi ainda diretor da ACB Produções Artísticas e dirigiu programas da TV Educativa por mais de 15 anos e Zezé Fassina, com longa trajetória de sucesso no teatroa atriz protagoniza o premiadíssimo espetáculo solo Bonequinha de Pano, de Ziraldo, que recebeu sete indicalções e três trêmios Maria Clara Machado 2003, entre eles os de Espetáculo, Texto e Trilha Sonora. Ganhou ainda o prêmio de Melhor Atriz do I Festival Nacional de Teatro Infantil (SESC, 1979), por sua atuação em Castelo de Mulumi, Jurandyr Pereira. Entre seus trabalhos mais recentes destacam-se o infantil O Casamento de Dona Baratinha e adulto O Teatro Maluco de Zé Fidelis se reuniram para a conversa, mediada por Jeffie Lopez professor de teatro infantil no TEPA - Teatro Escola de Porto Alegre e reponsável pelas aulas das oficinas para crianças, que tiveram início em agosto, também dentro do projeto.
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