Theatro São Pedro - Porto Alegre

Ospa traz a Porto Alegre regente da Bielorrússia

No dia 1º de setembro, terça-feira, às 20h30, a Orquestra Sinfônica de Porto Alegre se apresenta sob a batuta de Andrei Galanov, nome de referência na área da regência na Rússia e em seu país natal – a Bielorrússia. No concerto, o décimo primeiro da Série Theatro São Pedro, serão interpretadas peças de Gioacchino Rossini (1792-1868), Carl Nielsen (1865-1931) e Pyotr Ilych Tchaikovsky (1840-1893). O clarinetista Cristiano Alves, professor de clarinete da Universidade Federal do Rio de Janeiro, vem à capital gaúcha para participar do evento e fazer os solos do “Concerto para Clarinete” de Nielsen. Os ingressos custam entre R$ 10 e 40, e já estão à venda na bilheteria do Theatro São Pedro.

Galanov foi regente titular da Ópera Nacional da Bielorrússia, e aperfeiçoou-se na regência durante seu trabalho no Teatro Estatal da Música de Rostov (Rússia), o que lhe permitiu a formação de um vasto repertório operístico. É com parte de uma ópera que a Ospa abre o programa: a Abertura de “La Gazza Ladra”, do italiano Rossini. Estreada em 1817 no Teatro alla Scala (Milão), a produção teve o libreto escrito por Giovanni Gherardini. Muito revisitada até hoje, essa abertura adianta não só as reviravoltas do libreto, mas também os elementos principais do material musical da composição completa.

Na sequência, o clarinetista Cristiano Alves sobe ao palco para fazer os solos de um concerto que ele considera como “um dos mais emblemáticos e complexos na literatura para a clarineta”: o “Concerto para Clarinete” de Nielsen, datado de 1928. A obra foi dedicada ao clarinetista Aage Oxenvad, instrumentista que integrava o Quinteto de Sopros do Conservatório Real de Copenhague, grupo com o qual Nielsen havia realizado colaborações. Para Cristiano, a obra é desafiadora porque “exige absoluto controle sobre o processo de emissão do som. Distintas matizes sonoras e vasto alcance de patamares de dinâmica e articulação são requeridos”. Ele ressalta a sua identificação com a peça: “tenho imenso apreço por este concerto: apresentei-o como solista junto a orquestras do Rio de Janeiro e de São Paulo, e orientei inúmeros discentes na abordagem da obra em diversos estados e países”.

Por fim, a Ospa revisita a “Sinfonia nº 5” de Tchaikovsky. Escrita em 1888, é considerada uma “sinfonia do destino”. A temática já aparecera na quarta sinfonia do russo, composta dez anos antes, mas dessa vez ela ganha uma nova interpretação: ao longo dos quatro movimentos, passa-se por nostálgicas melodias e diálogos entre os instrumentos, assim como por motivos fatalistas e temas de valsa.