Theatro São Pedro - Porto Alegre

Ospa monta a ópera “Don Giovanni” em agosto

Os ingressos começam a ser vendidos no dia 1º de agosto. Esta é a primeira vez que a produção é exibida em Porto Alegre.

Sob a regência e direção musical do maestro Evandro Matté, a Ospa encena esta obra-prima de Mozart nos dias 26 e 27 de agosto, sábado e domingo. A direção cênica é de Caetano Pimentel. Um time de cantores de destaque na cena lírica nacional foi convocado para a apresentação, assim como o Coro Sinfônico da orquestra.

Um marco da música lírica do século XVIII, a ópera “Don Giovanni”, de Wolfgang Amadeus Mozart, será encenada pela primeira vez na Capital gaúcha em agosto. A Orquestra Sinfônica de Porto Alegre (Ospa) realiza a montagem os dias 26 e 27, sábado e domingo, às 20h e às 17h, respectivamente, no Theatro São Pedro. Os ingressos estarão à venda a partir do dia 1º de agosto, no local, por valores entre R$ 80 e 160. O maestro Evandro Matté conduz a produção, ao lado de premiados cantores da cena lírica nacional e do Coro Sinfônico da Ospa. A direção cênica fica a cargo de Caetano Pimentel.

No ano passado, a Ospa apresentou “Don Pasquale” com a orquestra ocupando o espaço cênico do palco. Neste ano, o Theatro São Pedro será utilizado da forma como ele foi concebido para montagens operísticas: com os instrumentistas no fosso. O maestro Evandro Matté explica: “Solicitamos a readequação do fosso do Theatro, que há mais de 30 anos não era utilizado por orquestra sinfônica devido à presença de uma parede ali instalada na década de 1980. Com a retirada da parede, poderemos alojar uma orquestra de mais de 40 músicos no espaço, e voltar a fazer óperas tradicionais com a instrumentação original, revalorizando o local como casa de óperas”.

A versão de “Don Giovanni” que será apresentada é a de Praga, que é a versão original da obra. “A escolha foi feita para comemorarmos os 230 anos da esteia, ocorrida em 1787 no Teatro di Praga, atualmente chamado Teatro dos Estados”, conta Evandro.

Em “Don Giovanni”, Mozart (1756-1791) e o libretista Lorenzo Da Ponte fizeram uma releitura operística do mito de Don Juan a partir de um ponto de vista nem trágico nem inteiramente cômico. O enredo acompanha o trajeto do personagem-título, um aristocrata conquistador, mas também desregrado, violento e cruel, na tentativa de seduzir diversas mulheres. É claro que ele cria inimigos em seu caminho. “A ópera apresenta características de comédia, do melodrama e até mesmo elementos sobrenaturais, e é desafiadora para os intérpretes devido ao seu caráter ambíguo e cheio de possibilidades interpretativas”, diz Evandro. A música é uma das mais apreciadas por compositores que sucederam Mozart.

Caetano Pimentel, que no ano passado foi diretor cênico residente do Theatro São Pedro de São Paulo, compartilha como se dará a abordagem da narrativa nesta montagem: “O conceito cênico é contemporâneo, pois o protagonista da ópera, Don Giovanni – o sedutor/conquistador –, é um personagem atemporal. Trata-se de uma peça que pode ser vista pelo lado cômico, mas ressaltaremos também o lado mais trágico e sombrio, pois hoje, mais do que nunca, o tema da violência e do assédio é de suma importância”.

Quem encarna Giovanni é Homero Velho, barítono que dividiu o palco com a Ospa no ano passado no sucesso “Carmina Burana”. O elenco conta com Daniel Germano, baixo-barítono que interpreta Leporello, o fiel servo do protagonista, além de Carla Cottini (soprano/ Zerlina), Maíra Lautert (soprano/Dona Anna), Carlos Rodriguez (barítono/ Massetto), Flávio Leite (tenor/ Don Ottavio), Carolina Faria (mezzo-soprano/Dona Elvira), e Savio Sperandio (baixo/Comendador). O Coro Sinfônico da Ospa está sendo preparado pelo maestro Manfredo Schmiedt.

Haverá projeção de legendas nas récitas.

Ingressos: R$ 80 (galeria), R$ 100 (camarote lateral), R$ 120 (camarote central) e R$ 160 (plateia), com desconto de 50% para seniores, estudantes e titulares do cartão Clube do Assinante ZH. Poderão ser adquiridos na bilheteria do teatro, de segunda a sexta-feira, das 13h às 21h (quando não há espetáculos noturnos, das 13h às 18h30); nos sábados, das 15h às 21h, e domingos, das 15h às 18h.

Maestro Evandro Matté
É diretor artístico e maestro da Ospa; diretor artístico do Festival Internacional SESC de Música, que acontece em Pelotas; e diretor artístico e maestro da Orquestra Unisinos Anchieta. Realizou sua formação musical na Universidade Federal do RS, na University of Georgia (EUA) e no Conservatoire de Bordeaux (FRA). Trompetista da Ospa desde 1990, é também coordenador cultural da UNISINOS e pós-graduado em Gestão Empresarial. Esteve à frente de orquestras do Uruguai, Argentina, China, República Checa, Alemanha e Itália. É coordenador do projeto social Vida com Arte, que atende 250 crianças, proporcionando inclusão social através da música.

Caetano Pimentel (diretor cênico)
Pós-graduado em Direção Teatral na Escola Superior de Artes Célia Helena. Como ator, produtor, diretor cênico e diretor de palco, tem trabalhado em espetáculos no Rio de Janeiro, em Lisboa e em São Paulo. Foi diretor assistente de André Heller-Lopes, Carla Camuratti e William Pereira. Dirigiu a ópera “Amahl e os Visitantes da Noite”, de Giancarlo Menotti, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A convite do maestro Luiz Fernando Malheiro, em 2016 se tornou Diretor de Palco e Diretor Cênico Residente do Theatro São Pedro. No âmbito dos projetos da Academia de Ópera da instituição, dirigiu “Albert Herring”, de Benjamin Britten. Esteve à frente do sucesso “Onde Vivem os Monstros”, de Oliver Knussen, ópera infantil baseada no livro de Maurice Sendak. Fez a direção cênica da estreia mundial de “O Espelho”, com música de Jorge Antunes e libreto de Jorge Coli.

Homero Velho (barítono/Don Giovanni)
Barítono e professor de canto lírico da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro, tem entre seus trabalhos recentes atuações em “O Espelho”, “La Boheme”, “Adriana Lecouvreur”, “Oedipus rex”, “Don Pasquale”, “L’elisir d’amore” e “Carmina Burana”.

Daniel Germano (baixo-barítono/Leporello)
Especializado no Conservatorio Antonio Buzzola, em Adria (Itália), o baixo tem no currículo papeis em “O Barbeiro de Sevilha”, “Salomé”, “Cosi Fan Tutte”, “Simon Boccanegra”, “A Flauta Mágica”, “Nabucco”, “Macbeth”, “La Bohéme”, “Lucia di Lammermoor”, “Il Barbiere di Siviglia” e “Le Nozze di Figaro”, entre outros.

Carla Cottini (soprano/ Zerlina)
Vencedora do Prêmio Revelação no 10º Concurso de Canto Maria Callas, a cantora é mestre em interpretação operística pelo Conservatório Superior de Música Joaquín Rodrigo (Espanha). Tem formação em artes cênicas e jazz dance na Casa de Artes OperAria e em ballet clássico na Royal School of Ballet.

Maíra Lautert (soprano/Dona Anna)
Vencedora do VII Concurso Nacional Villa-Lobos, Maíra fez sua formação na Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro e já se apresentou em 17 óperas, com papeis de destaque em “As Bodas de Fígaro”, “Mefistofele”, “As Aventuras da Raposa Astuta” e “Domitila”, entre outras.

Carlos Rodriguez (barítono/ Massetto)
Realizou sua formação no Conservatório Superior de Música de Maastricht e no Jeker Opera Studio, na Holanda. Ganhou o 3º prêmio no Concurso Internacional de Canto Bidú Sayão, em Belém do Pará. Em 2005, foi fundador da Escola de Ópera da Orquestra Sinfônica de Sergipe.

Flávio Leite (tenor/ Don Ottavio)
Formado por centros musicais de Barcelona e da Alemanha, o tenor participou de títulos como “Lulu”, “A Flauta Mágica”, “Cosi Fan Tutte”, “O Barbeiro de Sevilha”, “Romeo et Juliette”, “A Viúva Alegre”, “Turandot”, “I Pagliacci”, “Ariadne auf Naxos” e “Carmina Burana”.

Carolina Faria (mezzo-soprano/Dona Elvira)
Possui vasto repertório em ópera, oratório, canção sinfônica, música de câmera e vanguarda. Participou de montagens de óperas como “Salomé”, “The Rake’s Progress”, “A Midsummer Night’s Dream”, “Lulu”, “Griselda” e “A Valquíria”. Bacharel em Canto pela UFRJ, é orientada por Eduardo Álvares.

Savio Sperandio (baixo/Comendador)
Tem se apresentado nas principais casas de teatro e ópera do Brasil. Em suas atividades recentes atuações em “The Rake’s Progress” (Nick Shadow), “Nabucco”, “Romeo e Julieta”, “O Caso Makropulos”, “Aida”, “O Barbeiro de Sevilha” e “La Boheme”.

Mais informações pelo site www.ospa.org.br ou pelo telefone (51) 32227387.

A Ospa é uma das fundações vinculadas à Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul (Sedactel). Os concertos da temporada 2017 são patrocinados, via Lei Federal de Incentivo à Cultura (LIC), por Corsan e Banrisul. Apoio: Ipiranga, Thyssenkrupp e Ventos do Sul. A realização é de Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós e Sedactel.

Ospa apresenta Ópera Don Giovanni

Quando: dias 26 e 27 de agosto, sábado e domingo
Horários: 20h no sábado e 17h no domingo
Local: Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro, s/nº – Cetro – Porto Alegre)

Ingressos: À venda na bilheteria do Theatro a partir de 1º de agosto
Valores: R$ 80 (galeria), R$ 100 (camarote lateral), R$ 120 (camarote central) e R$ 160 (plateia), com desconto de 50% para seniores, estudantes e titulares do cartão Clube do Assinante ZH.
Horário da bilheteria: de segunda a sexta-feira, das 13h às 21h (quando não há espetáculos noturnos, das 13h às 18h30); nos sábados, das 15h às 21h, e domingos, das 15h às 18h.

PROGRAMA
Wolfgang Amadeus Mozart: Don Giovanni

Regência e direção musical: Evandro Matté
Direção cênica: Caetano Pimentel
Cantores: Homero Velho (barítono/Don Giovanni), Daniel Germano (baixo-barítono/Leporello), Carla Cottini (soprano/ Zerlina), Maíra Lautert (soprano/Dona Anna), Carlos Rodriguez (barítono/ Massetto), Flávio Leite (tenor/ Don Ottavio), Carolina Faria (mezzo-soprano/Dona Elvira), e Savio Sperandio (baixo/Comendador)

Participação: Coro Sinfônico da Ospa

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