Theatro São Pedro - Porto Alegre

Ospa apresenta ópera “Don Pasquale” dias 20 e 21 de agosto

Depois de 14 anos sem montar óperas encenadas do repertório tradicional, a orquestra revisita, nos dias 20 e 21 de agosto, uma das obras-primas da “opera buffa” italiana, composta por Gaetano Donizetti. A regência é de Evandro Matté, e a direção cênica, de Camila Bauer. O Coro Sinfônico da Ospa, solistas e atores convidados participam da produção.

Uma das obras-primas da “opera buffa” italiana será revisitada pela Orquestra Sinfônica de Porto Alegre neste mês. O Theatro São Pedro será palco da montagem de “Don Pasquale”, de Gaetano Donizetti (1797-1848), no dia 20, sábado, às 20h e no dia 21, domingo, às 18h. Regida por Evandro Matté, a Ospa apresenta-se ao lado de seu Coro Sinfônico, de atores convidados e de um time de solistas que congrega alguns dos mais especializados nomes do gênero no Brasil. Camila Bauer assina a direção cênica, dando um toque contemporâneo à produção. Os ingressos, que custam entre R$ 30 e 60, estão à venda na bilheteria do local.

Depois de 14 anos sem apresentar óperas encenadas do repertório operístico tradicional, a Ospa retoma este gênero com a criação de um dos seus mais importantes compositores. A peça em três atos estreou em 1843, no Théãtre Italien (Paris) e foi a antepenúltima das mais de sessenta óperas que o autor escreveu. A trama, com libreto de Giovanni Ruffini, narra as peripécias de um jovem casal apaixonado que, para se casar, precisa passar por cima de um senhor rico e cheio de manias – “Pasquale”, o tio do noivo.

O maestro Evandro Matté revela o diferencial da montagem: “A obra será encenada com a presença da orquestra no palco. A Ospa fará parte da cena, assim como os solistas e o coro”, comenta. Camila Bauer, que assumiu o desafio de aproveitar criativamente a presença dos músicos no espaço cênico, e não no fosso, devido a uma questão técnica, fala sobre a nova roupagem que o enredo ganhará. A ambientação da narrativa será em um set de filmagens: “Situamos a ópera em um duplo contexto: por um lado a ação fabular se passa no período barroco, quase rococó, destacando os aspectos cômicos daquele período; por outro lado, se desenvolve em um estúdio de filmagem contemporâneo, fazendo com que os intérpretes tenham que oscilar entre os personagens de época e as problemáticas metateatrais da atualidade”.

Quem encarna o papel-título da ópera é Saulo Javan, baixo que foi muito elogiado pelo mesmo personagem na montagem do Theatro São Pedro de São Paulo em 2010. O sobrinho, Ernesto, será interpretado pelo tenor Giovanni Tristacci, finalista do prêmio Jovem Talento de 2015 pela Revista Concerto. Norina, personagem feminina da trama, ganhará a voz da soprano Carla Domingues, uma das semifinalistas da prova para a Accademia Alla Scala (Milão/2013), escola de aperfeiçoamento do renomado teatro de mesmo nome. O barítono Douglas Hahn, que vem se destacando em palcos brasileiros e argentinos, será o Dr. Malatesta, que acaba ajudando o casal apaixonado em seu plano para conseguir se casar. O tenor Lucas Alves, regente do Coro da UFRGS, completa o elenco como tabelião.

Haverá a projeção de legendas. Mais informações pelo site www.ospa.org.br ou pelo telefone (51) 32227387.

Evandro Matté (regente)
É diretor artístico e maestro da Ospa; diretor artístico do Festival Internacional SESC de Música, que acontece em Pelotas; e diretor artístico e maestro da Orquestra Unisinos Anchieta. Realizou sua formação musical na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na University of Georgia (EUA) e no Conservatoire de Bordeaux (FRA). Trompetista da Ospa desde 1990, é também coordenador cultural da UNISINOS e pós-graduado em Gestão Cultural.

Saulo Javan (baixo)
Reconhecido pela crítica especializada como um dos principais artistas de ópera do Brasil, o baixo é presença constante nos grandes teatros nacionais de ópera. Acumula no currículo atuações em montagens como “A Flauta Mágica”, “Aida”” e “Le Nozze di Figaro”. Gravou a “Sinfonia X – Ameríndia” de Heitor Villa-Lobos com a Osesp. Venceu o Concurso de Canto Villa-Lobos.

Carla Domingues (soprano)
É Bacharel em Canto pela Universidade Federal de Pelotas e Mestre em Música pela Universidade do Estado de SC. Foi vencedora de conhecidos Concursos de Canto no Brasil, Uruguai e Chile, tais como o “María Borges”, o “Helena Cardoso Coelho”, o “Bidu Sayão”, o “Laguna Mágica”, o “Maria Callas” e “Aldo Baldin”. Foi uma das semifinalistas da prova para a Accademia Alla Scala (Milão/2013).

Giovanni Tristacci (tenor)
Finalista do prêmio Jovem Talento de 2015 pela Revista Concerto, é Bacharel em canto pela Universidade Federal do RJ. Aperfeiçoou-se em renomadas escolas da Bélgica e da Espanha. Vem se destacando em palcos como os do Palácio das Artes, do Theatro São Pedro, da Sala São Paulo e dos Theatros Municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro.

Douglas Hahn (barítono)
Sucessos recentes incluem sua estreia no Teatro Colón em “Un Ballo in Maschera”, e performances no Palácio das Artes e no Teatro Avenida (Buenos Aires). Tem percorrido teatros como os municipais de São Paulo e do Rio de Janeiro, a Sala São Paulo, além de salas na Itália e na Argentina. Recebeu os prêmios “Aldo Baldin” e “Edino Krieger”.

Lucas Alves (tenor)
Atua como cantor solista com renomadas orquestras do RS. Encenou os papéis Eneias da ópera “Dido e Eneias”, de Henry Purcell e Orfeu da ópera homônima, de Claudio Monteverdi, pelo projeto Ópera na UFRGS, vencedor do Prêmio Açorianos 2012 de melhor espetáculo. É maestro da Orquestra Jovem Villa-Lobos da Escola de Música Tio Zequinha e do Coral da UFRGS.

Camila Bauer (diretora cênica)
Professora de Teoria Teatral e Dramaturgia no Departamento de Arte Dramática da Universidade Federal do RS e colaboradora no Master Europeu em Artes do Espetáculo Vivo (Universidad de Sevilla), é diretora, docente e pesquisadora teatral. É diretora cênica da companhia Projeto GOMPA. Atuou como diretora cênica de montagens do projeto “Ópera na UFRGS”.

Coro Sinfônico da Ospa
Fundado há mais de quarenta anos, o Coro Sinfônico da Ospa é formado por cantores amadores que dedicam parte de seu tempo para cantar grandes obras. Além de participações marcantes na programação da Ospa, o coro também realiza concertos com outras orquestras ou grupos instrumentais. É regido por Manfredo Schmiedt.

A Ospa é uma das fundações vinculadas à Secretaria da Cultura do Governo do Rio Grande do Sul (Sedac/RS). Os concertos da temporada 2016 são patrocinados, via Lei Federal de Incentivo à Cultura, por Vonpar, Ipiranga, Gerdau, Souza Cruz, Banrisul e Corsan. A realização é de Ospa, Fundação Cultural Pablo Komlós e Sedac/RS.


 

Ospa | Série Theatro São Pedro | Ópera Don Pasquale
Quando: 20 de agosto de 2016, sábado, às 20h e 21 de agosto de 2016, domingo, às 18h
Onde: Theatro São Pedro (Praça Mal. Deodoro, s/n – Centro, Porto Alegre)
Ingressos:
Valores: R$ 30 (galeria), R$ 40 (camarote lateral), R$ 50 (camarote central) e R$ 60 (plateia), com desconto de 50% para seniores, estudantes e titulares do cartão Clube do Assinante ZH
Horário da bilheteria: Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro de segunda a sexta-feira, das 13h às 21h (quando não há espetáculos noturnos, das 13h às 18h30); nos sábados, das 15h às 21h, e domingos, das 15h às 18h

PROGRAMA
Donizetti, G.: Ópera “Don Pasquale”

Regente: Evandro Matté (Brasil)
Solistas: Carla Domingues (soprano), Saulo Javan (baixo), Giovanni Tristacci (tenor), Douglas Hahn (barítono) e Lucas Alves (tenor)
Direção cênica: Camila Bauer
Participação: Coro Sinfônico da Ospa
Atores convidados: Jéferson Rachewsky, Juliana Wolkmer e Pedro Bertoldi
Iluminação: Luiz Acosta
Cenografia: Elcio Rossini (Renan Vilas – assistente)
Figurinos: Daniel Lion
Maquiagem e cabelos: Luana Zinn
Fotografia de cena: Adriana Marchiori
Legendas: Max Uriarte