Theatro São Pedro - Porto Alegre

Inicia a pré-venda de ingressos para o Porto Alegre Em Cena

26ª edição do festival promove apresentações e eventos ligados às artes cênicas de 10 a 23 de setembro

Iniciou nesta terça-feira (20/8), a pré-venda de ingressos para algumas das atrações do 26° Porto Alegre Em Cena. As entradas poderão ser adquiridas pelo site uhuu.com/poa-em-cena e também na bilheteria oficial do festival instalada no Shopping Total (Av. Cristóvão Colombo, 545 – 2º piso, em frente a escada rolante), com valores de R$10 a R$80. A 26ª edição do evento será realizada entre os dias 10 e 23 de setembro e receberá espetáculos em diversos espaços culturais da capital.

O espetáculo de abertura, Dakh Daughters Band (Ucrânia), no Theatro São Pedro, é uma das atrações contempladas na primeira fase de vendas, com ingressos de R$10 a R$80. Também estarão disponíveis as entradas para a montagem nacional P.I – Panorâmica Insana e o Destaque Panvel em Cena, Todo Mundo tem um Sonho. Assim como, as dez peças que concorrem ao Prêmio Braskem Em Cena com ingressos entre R$15 e R$30.
A venda de ingressos para os demais espetáculos do festival começa no dia 30/08.
O 26º Porto Alegre em Cena é apresentado pelo Ministério da Cidadania, através da Secretaria Especial da Cultura, Prefeitura de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal da Cultura, Braskem e Banco Itaú. Conta com patrocínio de Panvel Farmácias. Tem apoio cultural do Porto Alegre Airport, administrado pela Fraport Brasil, Theatro São Pedro, Vitlog, PUCRS e Sesc – Sistema Fecomércio. O apoio institucional é de Grupo RBS e TVE FM Cultura. Primeira Fila Produções e Leão Produções são as agentes culturais. O projeto é financiado pelo Pró-cultura RS, Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

ESPETÁCULOS DISPONÍVEIS NA PRÉ-VENDA

Dakh Daughters Band (Ucrânia), P.I – Panorâmica Insana (RJ), Todo Mundo tem um Sonho, A Fome, Ainda que seja noite, Arena Selvagem, Das Amarras Dela, ELAS, Macbeth e o Reino Sombrio, Meierhold, O Feio, Os Palhaços de Tchekhov e Ranhuras.

PONTOS DE VENDA

> Internet
uhuu.com/poa-em-cena
taxa de conveniência de 20%

> Bilheteria Oficial EM CENA
Shopping Total (Av. Cristóvão Colombo 545 – 2º piso, em frente às escadas rolantes)
segunda a sábado, das 13h às 21h
sem taxa de conveniência

OBS: quando ainda houver disponibilidade de ingressos no dia do espetáculo, estes serão vendidos 1h antes do início da apresentação, diretamente nos locais (venda em dinheiro, cartão crédito ou débito).

VENDA DE TODOS OS INGRESSOS: 30 DE AGOSTO

DESCONTOS PROMOCIONAIS
Estudantes, professores e classe artística (01 ingresso)****
Pessoas com deficiência e acompanhante, se necessário (01 ingresso)****
Pessoas com mais de 60 anos (01 ingresso)****
Clientes da PANVEL (01 ingresso)**
Cliente ITAÚ (01 ingresso)**
Comerciários SESC (01 Ingresso)***
Sócio AATSP (01 Ingresso)**
Alunos e funcionários da PUCRS (01 ingresso)* ou **
Funcionários PREFEITURA MUNICIPAL DE PORTO ALEGRE (01 ingresso)*
Funcionários BRASKEM (01 ingresso)*
Funcionários FRAPORT BRASIL (01 ingresso)*
Funcionários SISTEMA FIERGS (01 ingresso)*
Funcionários VITLOG (01 ingresso)*
Funcionários SANTA CASA (01 ingresso)*
ID JOVEM (01 Ingresso)****
Doadores regulares de sangue (01 Ingresso)****
*mediante apresentação do crachá
**mediante apresentação do cartão
*** mediante apresentação da carteira do SESC
****mediante documento ou laudo comprobatório

ESPETÁCULO NO THEATRO SÃO PEDRO

Dakh Daughters (Ucrânia) – dia 10/09, às 21h, no Theatro São Pedro
Composta por sete mulheres que se desdobram tocando mais de quinze instrumentos em cena, além de performar e cantar em diferentes idiomas e dialetos, a banda ucraniana Dakh Daughters faz a plateia vibrar com sua sonoridade e plasticidade surpreendentes. Com textos de autores reconhecidos como Taras Shevchenko, William Shakespeare, Iosip Brodsky e Charles Bukowski, o show da banda é bastante teatral e cheio de fortes emoções, como um concerto punk em forma de poema, abordando temas como amor, liberdade e beleza. O grupo – que já esteve no Brasil, em 2016, lançando seu primeiro disco de estúdio, intitulado “IF” – faz uma grande junção de estilos e musicalidades, misturando canções folclóricas da Ucrânia, rap francês e ritmos orientais, em uma potência criativa-experimental de tirar o fôlego.

Outros (MG) – dias 13 e 14/09, às 21h, no Theatro São Pedro
O novo espetáculo do Grupo Galpão – segundo consecutivo em parceria com o diretor Márcio Abreu – é um desdobramento de Nós, peça apresentada no Festival em 2016, e traz para reflexão inquietações contemporâneas e questões relacionadas à incapacidade ou necessidade de escuta do silêncio, bem como a construção da memória e o impacto do agora no futuro. No processo criativo, além de várias performances na rua, os dez atores do grupo mineiro foram norteados pela poesia e, em cena, revezam-se em diálogos constantemente atravessados e sublinhados por reflexões até o esgotamento da linguagem, criando, assim, outras perspectivas a respeito da instabilidade desse momento, transbordando e indo além do que a palavra dá conta de expressar, reverberando em seus corpos por meio da dança e também se transformando em uma banda de música.

Todo Mundo tem um Sonho – A Arte de Pertencer (RS) – dia 15, às 18h, no Theatro São Pedro
Em seu sexto ano, o prêmio Destaque Panvel homenageia o trabalho desenvolvido pelo Pertence através do Grupo Fábrica de Sonhos – Arte, Inclusão e Pertencimento. Fundado em parceria com as artistas Paula Carvalho e Bianca Bueno, o grupo tem como missão o empoderamento e desenvolvimento artístico de jovens com deficiência intelectual e física, valendo-se da arte como ferramenta para a inclusão e construção de cidadania. Estreando o projeto, a peça abrange elementos de circo, teatro, música e dança, numa sensível narrativa construída a partir do imaginário e das experiências de vida dos próprios participantes.

O Silêncio do Mundo - dia 19/09, às 21h, no Theatro São Pedro
A vontade de penetrar fundo na programação do festival sobre a temática indígena brasileira e pensar e conhecer nosso país sobre outras perspectivas é como se concretiza O silêncio do mundo. “Quisemos montar esse trabalho de criação cênica que une o líder indígena e ambientalista Ailton Krenak e a artista performer Andreia Duarte com o embaixador indígena Davi Kopenawa e o xamã Levi Yanomami”, comenta Zugno.
O princípio da pesquisa está na percepção da natureza em sua existência complexa. Alguns dos questionamentos que guiam o projeto são: O que nos é invisível? Como por exemplo, as luzes da fotossíntese, os sons do universo, o respiro da floresta. E com o que estamos nos conectando? Até quando poderemos dançar para segurar o céu?

Lobo (SP) – dias 17 e 18/09, às 21h, no Theatro São Pedro
Longe dos moldes do teatro convencional, a encenação de Carolina Bianchi – diretora, idealizadora e atriz do projeto – busca a materialização do simbólico, numa sequência de imagens não lineares em uma dramaturgia inovadora que, além de desvelar atritos paradoxais entre instinto e civilização, mesclam pulsões sexuais e de morte, como numa belíssima pintura em movimento. Carolina compartilha a cena com mais de vinte performers nus, todos homens. Para o festival, além de performers que já atuam na peça, Lobo contará com artistas selecionados em residência previamente realizada na cidade com artistas locais. Segundo a artista, o espetáculo é um estudo arcaico sobre a paixão e o sacrifício de corpos que não negam seus fluidos: suor, saliva e sangue. Olhar de perto os pactos que constituem os abismos e desejos implacáveis entre homens e mulher, numa fábula cheia de contradições que não aponta respostas ou redenções, mas, antes, constrói um labirinto que revela a natureza amoral do amor.

Gota D`água {Preta} (SP) – dias 21 e 22/09, às 18h, no Theatro São Pedro
A montagem do premiado ator, diretor e dramaturgo Jé Oliveira – fundador do Coletivo Negro e indicado ao Prêmio Shell 2019 na categoria Inovação, pela releitura desta obra – mostra a versatilidade do artista ao longo de sua carreira, que transita entre diferentes ritmos, como rap e MPB. O musical escrito originalmente por Chico Buarque e Paulo Pontes, em 1975, inspirado na Medeia de Eurípedes, é encenado pela primeira vez com elenco predominantemente negro, misturando clássicos de Chico com estilos da periferia, como funk e hip hop, e mostrando ainda uma realidade diversa, cuja escolha político-estética traz a força da musicalidade ancestral e a influência das religiões de matriz africana. A encenação, indicada nas categorias de Melhor Espetáculo e Melhor Direção no Prêmio APCA 2019, conecta-se ao momento político atual do país através da metáfora de uma traição conjugal, reforçando desigualdades e refletindo sobre questões raciais, sociais e de classes.