Theatro São Pedro - Porto Alegre

Grupo Cerco celebra 10 anos de trajetória no Theatro São Pedro

Neste final de semana, o Grupo Cerco estará apresentando sua mostra de repertório no palco do Theatro São Pedro, em celebração aos dez anos de companhia.

SOBRE O GRUPO CERCO

Há dez anos, um grupo de alunos universitários era convocado pela professora Inês Marocco para realizar montagem teatral em comemoração aos 100 anos do Instituto de Artes da UFRGS. Nasce o espetáculo O Sobrado e, com ele, o Grupo Cerco de teatro. Ao longo dessa década, alguns desses alunos oriundos do Departamento de Arte Dramática se formaram, outros não; alguns seguiram seus estudos acadêmicos, outros alçaram voos investigativos de fazeres teatrais em outros grupos, estados e países. Todavia, o grupo seguiu com outros projetos, performances, temporadas, turnês, premiações, dando origem aos espetáculos Incidente em Antares (2012) e Puli-Pulá (2015). Em celebração os dez anos de trajetória, em 2018, foi lançado Arena Selvagem, dentro do Teatro de Arena de Porto Alegre, através de edital Teatro de Arena 50 anos. Também inaugurou-se o Espaço Cerco Cultural, sede da companhia, no início de setembro.

Confira, abaixo, as atrações que serão apresentadas no Theatro São Pedro

O SOBRADO (2008) – 23 de novembro (sexta-feira), às 21h
PULI-PULÁ (2015) – 24 de novembro (sábado), às 16h (teatro de rua)
INCIDENTE EM ANTARES (2012) – 24 de novembro (sábado), às 21h
ARENA SELVAGEM (2018) – 25 de novembro (domingo), às 18h

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O SOBRADO: O Sobrado é uma adaptação cênica de sete capítulos da obra literária O Continente, que integra a trilogia O Tempo e o Vento, de Erico Verissimo. A ação se passa em 1895, quando o chefe político republicano Licurgo Cambará se encontra sitiado em sua casa, junto à sua família e correligionários, sob o cerco de tropas federalistas. Fechados no sobrado durante dez dias, com pouca comida, água e munição, os personagens da trama relacionam-se em um meio conturbado e agonizante, enquanto a morte se faz presente dentro e fora da casa. Permeia essa obra-prima da literatura brasileira o patriarcalismo, o belicismo, a relação com a terra e a presença forte e constante das mulheres, apresentando uma história permeada pela cultura regional, fazendo o espectador vislumbrar a formação da sociedade gaúcha, que se mostra extremamente universal por tratar de temas profundamente humanos.
Duração: 1h45
Classificação: 14 anos.

PULI-PULÁ: Estreado em 2015, Puli-Pulá é o primeiro espetáculo infantojuvenil do Grupo Cerco e também seu primeiro trabalho de teatro de rua.
Puli-Pulá leva à cena uma das mais antigas tradições populares que move gerações de diversas culturas: o pular corda. No espetáculo o espectador é convidado a mergulhar em um universo lúdico e a brincar com o elenco em cena. Canções originais e da tradição oral, histórias e jogos compõem a narrativa apresentada ao ar livre, conduzida por atores e atrizes “brincantes”, que tocam instrumentos e interpretam diversos personagens. De forma alegre, colorida e musicada, Puli-Pulá é um convite à ocupação dos parques, das praças, da rua. A rua que é a de casa, a do trabalho, mas que também é a da brincadeira, da arte, do convívio e da liberdade de expressão.
Para a criação do espetáculo, o grupo percorreu diversas escolas públicas de Porto Alegre a fim de compor a obra com participação ativa do público infanto-juvenil e propor atividades lúdicas.
Puli-Pulá foi contemplado com o Prêmio Funarte Artes na Rua do Governo Federal.
Duração: 45 min
Classificação: Livre

INCIDENTE EM ANTARES: Incidente em Antares é uma adaptação da segunda parte do romance homônimo de Erico Verissimo. A história situa-se no contexto pré-ditadura militar do Brasil, retratada numa cidade fictícia do interior do Rio Grande do Sul chamada Antares. O espetáculo inicia-se em 1963, quando uma greve geral paralisa a cidade. Dois dias depois, em uma sexta-feira 13, sete pessoas morrem por diferentes causas e não são sepultadas, pois os coveiros aderiram à greve. Indignados, os defuntos levantam-se de seus esquifes e reclamam por seu enterro, invadindo a cidade com seus corpos putrefatos. Vivos e mortos passam a discutir em praça pública a vida social e política de Antares, desvelando a podridão e a hipocrisia das autoridades e dos habitantes locais. Revelações que poderiam transformar a sociedade e seus indivíduos, mas que, ao final, sucumbem à força da alienação e dos interesses políticos de uma minoria.
Duração: 2h15
Classificação: 14 anos

ARENA SELVAGEM: O que é ser selvagem? Neste espetáculo, o Grupo Cerco te convida a entrar em uma arena onde seres humanos encontram-se com sua animalidade. A cidade e a selva. A opressão e a liberdade. O instinto e a sobrevivência. Em meio à artificialidade que criamos para nos diferenciar entre nós e dos outros animais, nossos corpos revelam que essas mudanças são superficiais diante da força da nossa natureza.
Arena Selvagem foi construído através de pesquisa do grupo Cerco no Centro de Documentação e Pesquisa em Artes Cênicas do Teatro de Arena, que conta com textos dramáticos, muitos oriundos do antigo Departamento de Censura da Polícia Federal, livros de artes cênicas e videoteca. Além dos textos teatrais, o espetáculo reúne conteúdos científicos, fragmentos de contos e cenas criadas pelo elenco. Oito atrizes e atores revezam-se em cena entre diversas personagens, executando, inclusive, trilha sonora autoral.
Duração: 1h20
Classificação: 16 anos

***AVISO IMPORTANTE sobre ARENA SELVAGEM: não haverá ingressos de plateia, apenas 100 cadeiras dispostas no palco. Esses ingressos só serão vendidos na bilheteria física do Theatro São Pedro. Demais lugares tem lotação normal e podem ser adquiridos online ou na bilheteria física.***

INGRESSOS
Na bilheteria física do Theatro São Pedro
Ou através do site http://vendas.teatrosaopedro.com.br
Informações: (51) 3227 5300 / 3227 5100

VALORES
Plateia R$ 60,00
Camarote central R$ 50,00
Camarote lateral R$ 40,00
Galerias R$ 30,00

DESCONTOS
Associados da AATSP (ingressos limitados) – 50%
Idosos 50% (mediante comprovante, conforme Lei Federal 10.741/2003 – Estatuto do Idoso)
Estudantes 50%
Classe artística, 50% mediante comprovação
Pessoas com deficiência 50%
Jovens de baixa renda 50%, nos termos da Lei Federal 12.933
Doadores de sangue 50%, mediante apresentação da carteira de doador emitida pelo Hemocentro ou Bancos de Sangue do Estado do RS, nos termos da Lei Estadual 13.891.